Liberdade Religiosa | Parte III: A experiência norte-americana

O catolicismo norte-americano tem sido classificado como “improbabilidade cultural”, e com ênfase maior em “contradição em termos”. Georges Santayana resume adequadamente o problema: “considere os católicos americanos (…) A fé é (…) antiga, metafísica, poética, autocrática e intolerante. Confronta naturalmente o homem arrogante – tal como o americano – com milhares de privações e ameaças. Na visão de mundo norte-americana, tudo é o oposto desse sistema. No entanto, o católico norte-americano vive completamente em paz. A impressão que deixa em tudo, inclusive a religião, é graciosamente americana.

Em outras palavras, os católicos norte-americanos deveriam ser dilacerados pelo conflito das duas indentidades fortes, cada qual tem seus próprios valores e condutas e um enredo de relações em torno do indivíduo. Estes requisitos são opostos: “the american way of life”secularista, se é encarado sinceramente, deve afastar os católicos da sua fé, e, inversamente, a ortodoxia católica, se é fielmente professada e levada à prática, deve subtrair os católicos do modo de vida americano. Contudo, o catolicismo norte-americano chegou a forjar “um modelo particular de articulação, de compromisso”, reunindo desde o trivial ao transcendente, entre os valores americanos e as normas e ideais católicos.

 

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