O Brasão

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DESCRIÇÃO: “de arminho, um leão rompante de ouro, carregado de um tau antigo de goles (vermelho), na espádua; double orla de goles. O escudo pousado em uma cruz trilobada de ouro, e encimado de um chapéu prelatício de sinople (verde), com seus cordões terminados, em cada flanco, de seis borlas de sinople e ouro. Divisa: em listel de goles, a legenda: “IPSA CONTERET”, de ouro.

EXPLICAÇÃO: O leão lembra a imagem escriturística em que Jesus Cristo é designado como Leão de Judá: “Vicit Leo de tribu Judá”, (“Venceu o Leão da tribo de Judá”, Apocalipse, V, 5). Simboliza também a virtude da fortaleza, de que Jesus foi o supremo modelo. O tau, com que está marcado o leão, figura na visão de Ezequiel (Ezequiel, IX, 4) como sinal distintivo dos que não se conformavam com os erros do paganismo, e com a infiltração desses erros no povo eleito. A Double orla lembra, pela sua cor vermelha, a luta pela Igreja até a efusão de sangue.

O campo de arminho representa o manto protetor de Nossa Senhora, conforme velha tradição bretã. Estando o Rei Artur em grave risco, em uma guerra contra infiéis, apareceu-lhe Nossa Senhora que o cobriu com o seu manto forrado de arminho, protegendo-o assim contra os golpes do adversário, que foi derrotado. Esta seria a origem do campo de arminho das armas da Bretanha.

O leão se encontra em um campo de arminho, como Jesus se encontra em Maria Santíssima.

A fortaleza cristã e a proteção da Virgem asseguram o triunfo da Igreja.

Este triunfo está mencionado na divisa: “IPSA CONTERET”, tirada do texto da Vulgata, no qual se lê que, segundo a promessa divina, Nossa Senhora esmagará a cabeça da serpente infernal (Gênesis, III, 15). Com efeito, os problemas contemporâneos contra os quais a Igreja luta, são tristes efeitos do pecado original, do qual o gênero humano foi remido por Jesus Cristo, Filho de Deus e de Maria.

Retirado do livro “1948-1988 Quarenta anos de episcopado”