O Cardeal Rodé denuncia o espírito secular das comunidades religiosas

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Em 16 de Fevereiro, o Cardeal Rodé, antigo Prefeito da Congregação para os Institutos de Vida Consagrada e Sociedades de Vida Apostólica, interrogado pela Rádio Vaticano, declarou: «A vida religiosa está, hoje, em dificuldade e é preciso reconhecê-lo», acrescentando: «A secularização penetrou em numerosas comunidades e em muitas consciências»; essa «secularização exprime-se numa oração sem recolhimento, muitas vezes formal, e atenta contra o conceito de obediência, ao introduzir uma certa mentalidade “democrática” que exlui o papel da autoridade legítima.» Precisou que «com a secularização, corre-se o risco de transformar as obras de caridade em serviços sociais em detrimento do anúncio do Evangelho: prefere-se uma sociedade de bem-estar no lugar de um sinal escatológico».

Afirmou o Cardeal Rodé que «esses sinais de secularização» estão «presentes um pouco por todo o lado», mas, «sobretudo no mundo Ocidental». De fato, são sérios problemas de obediência e de falta de respeito da doutrina Católica que estão, em parte, na origem da visita apostólica, atualmente a decorrer nos Estados Unidos, sobre a vida religiosa feminina. Desde Dezembro de 2008 e Fevereiro de 2009, foram determinadas, pelo Vaticano, duas investigações nesse sentido, uma da iniciativa da Congregação para os Institutos de Vida Consagrada e Sociedades de Vida Apostólica, a outra pela Congregação para a Doputrina da Fé.

O Cardeal Franc Rodé, nomeado por João Paulo II, em 2004, para dirigir a Congregação para os Institutos de Vida Consagrada e Sociedades de Vida Apostólica, foi substituído em 4 de Janeiro de 2011 por Dom João Braz de Aviz, antigo Arcebispo de Brasília, muito interessado pelas novas comunidades, como o movimento neo-catecumenal e os Focolari, e muito pouco pela liturgia tradicional.

Retirado e traduzido de Radio Vaticano/Apic/Imedia/fontes privadas – DICI nº 231 de 5/3/11