Ato de contrição

Meu Deus, estou triste, arrependido, por Vos ter ofendido. Detesto os meus pecados, não apenas por medo do castigo que mereço, mas sobretudo porque Vós sois infinitamente perfeito e bom, e porque o meu pecado Vos desagrada. Tomo a resolução de me corrigir e de evitar as ocasiões de pecado. Nesta contrição quero viver e morrer.

Satisfação pelos pecados

A pena eterna, devida ao pecado mortal, é perdoada mediante uma ligeira satisfação que consiste em penas temporais e particularmente na penitência que o confessor impõe. E a intenção de cumprir esta penitência é requerida para a validade da confissão, porque é um dos elementos essenciais. A obrigação de cumprir a penitência pesa sobre o penitente até que dela se liberte. Deve-se, portanto, cumprir a penitência o mais depressa possível. Não vá esquecer!

Obs.: Em caso de impossibilidade de realização da penitência, há que informar ao confessor, juntamente com os motivos, para receber outra.

É aconselhável que se reze, após a confissão, um salmo penitencial, por exemplo o “De Profundis” (129), ou se faça a Via Sacra. Peçamos também a Nossa Senhora que não nos deixe cair em pecado.

Depois da Confissão

Deve-se cumprir sem demora a penitência imposta pelo sacerdote.

Não se deve esquecer de agradecer a Deus pela grande graça do perdão recebido. Sobretudo, não há que deixar-se levar pelos escrúpulos. Se o demônio tenta preocupar-nos ou confundir-nos, não devemos discutir com ele. Jesus não instituiu o Sacramento da Penitência para torturar-nos, senão para liberar-nos. O que nos pede, em troca de seu amor, é uma grande lealdade ao acusarmo-nos de nossas faltas (especialmente das graves) e da sinceridade ao prometer evitar realmente todas as ocasiões de pecado.

Isto é o que acabamos de fazer. Agradeçamos a Nosso Senhor Jesus Cristo e a sua Santíssima Mãe: “Vá, e não peques mais“.

Senhor, abandono meu passado à vossa misericórdia, meu presente ao vosso amor, meu futuro à vossa providência (Padre Pio)”.

Fonte:

– Missal Romano Quotidiano por Dom Gaspar Lefebvre, 1963.

– Devocionário da Fraternidade Sacerdotal São Pio X – Distrito da América do Sul.