FSSPX no Japão

Um casal japonês, Sr. e Sra. Sato, de Tóquio (fiéis da FSSPX), enviaram, espontaneamente, após a recente catástrofe, uma mensagem de agradecimento ao distrito alemão da FSSPX:

“Doitsu no FSSPX no minasagamata no oinori ni kansha shimasu” (Para todos os estimados membros da FSSPX da Alemanha, estamos profundamente gratos por vossas orações).

“Sekaijuu no minasama no oinori ga ookina hagemi ni narimasu!” (A oração do mundo inteiro é para nós um grande estímulo!)

Depois, o casal Sato nos informa que nenhum dos nossos paroquianos no Japão foi afetado gravemente pela catástrofe. Naturalmente, nossas orações são para todas as vítimas da desgraça que houve!

(Nota: Padre Schmidberger, Superior do Distrito da Alemanha, pediu a todos os fiéis para rezarem pelo povo do Japão).

Os fieis da FSSPX no Japão

A Fraternidade Sacerdotal São Pio X tem centros de Missa em Tóquio e em Osaka, que são atendidos pelo Padre Thomas de Marie Onoda, um sacerdote japonês da FSSPX.

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Padre Thomas de Marie Onoda, durante uma conferência em Tóquio.

A missão da FSSPX, no Japão, remonta ao final de 1970, por iniciativa dos católicos japoneses que se recusaram a renunciar à Missa tradicional, quando então eles procuraram a Fraternidade pedindo ajuda.

Desde a primeira visita de um sacerdote da Fraternidade, em 1978, até o estabelecimento de um centro regular e permanente se passaram vários anos, até que, em 1993, o Padre Thomas de Marie Onoda foi designado para Manila. Ele é o primeiro japonês ordenado na FSSPX. De Manila, onde, enquanto isso, ele se tornara o Prior, visita uma vez por mês os centros de Tóquio e Osaka. (Sobre a história da missão da FSSPX no Japão, veja mais abaixo a transcrição da bela carta de Padre Onoda, de 2000, publicada na página do Distrito da Ásia).

Geralmente, a Santa Missa de Osaka é celebrada uma vez por mês, à sexta-feira e ao sábado, enquanto em Tóquio é celebrada aos domingos, e nas segundas e terças-feiras seguintes, onde, nestes dias, é alugado um salão comunitário.

Traduzido do artigo publicado no site do distrito alemão da FSSPX (Priesterbruderschaft St. Pius X – Distrikt Deutschland).

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O Padre Onoda durante o sermão do domingo, dia 22 de novembro de 2009, em Tóquio.

3 de dezembro de 2000

São Francisco Xavier

Ostende nobis, Domine, misericordiam tuam

et salutare tuum da nobis.

Queridos amigos e benfeitores,

Rorate caeli desuper! Este é verdadeiramente o grito do Japão.

Esta nação, como uma nação, ainda está sentada na escuridão, sem conhecer a Nosso Senhor. Mas o nosso bom Senhor, o Sol da Justiça, não quer abandonar essas pessoas. Começando com San Francisco Xavier, muitos santos missionários foram enviados ao “Império do Sol Nascente” para “dar testemunho da Luz na qual todo homem deve crer” (João 1). Como japonês, primeiro sacerdote japonês da FSSPX, quero dar graças a Deus por todos os generosos missionários que trabalharam tão arduamente para guiar nossas almas ao Céu, para santificar nossas vidas cotidianas e nossa nação e para estabelecer Seu Reino, a Santa Igreja Católica, em minha pátria.

História da missão da FSSPX

Quando, misteriosamente, porém com Seus motivos, que não podemos compreender agora, Nosso Senhor permitiu a crise de Fé atual em nossa Santa Madre a Igreja, alguns sacerdotes no Japão não quiseram abandonar a Missa Católica tradicional. Foram seguidos por um grupo de fieis que procuraram a Fraternidade Sacerdotal San Pio X em busca de ajuda. Foi com grande alegria que, no ano de 1978 deram as boas vindas, no Japão, ao (então) Padre Richard Williamson. Sua visita nos deu a coragem de defender a Fé Católica no Santíssimo Sacramento.

O segundo sacerdote da Fraternidade que nos visitou foi Padre Frank Peek, em 1985. Foi meu primeiro contato com um sacerdote da Fraternidade no Japão. Fiquei assombrado e edificado por este piedoso e santo sacerdote.

A Fraternidade foi movida de compaixão pela ardente e persistentes procura de ajuda por parte dos fiéis japoneses – “Tenho compaixão por esta multidão!” – e começou a enviar sacerdotes com maior frequência, mesmo que irregularmente, a partir de 1985. Deste modo, o Padre Eric Simonot, o terceiro sacerdote da FSSPX que nos visitou, foi enviado ao Japão da Austrália, em 1987. Anos mais tarde, os sacerdotes da Austrália tiveram a grande caridade de organizar visitas com mais regularidade, aproximadamente a cada dois meses.

Pela graça de Deus, ingressei no seminário francês da Fraternidade San Pio X em outubro de 1987 e fui ordenado sacerdote em junho de 1993.

Fui primeiramente designado para Manila, que se converteu em uma espécie de base para os fieis do Japão e Coreia. Hoje, visito o meu próprio País todo mês, por alguns dias, a partir das Filipinas.

Atualmente, temos dois centros de Missa no Japão, um em Tóquio e outro em Osaka. Nossos fieis em Osaka nos ofereceram um pequeno apartamento, que usamos como nossa capela permanente. Infelizmente, podemos oferecer-lhes apenas duas Missas por mês, em um fim de semana: sexta à tarde e sábado pela manhã. Mesmo assim, uns vinte fieis assistem ao Santo Sacrifício.

Em Tóquio, conquanto nossa missão seja uma das mais antigas entre todas as missões asiáticas da FSSPX, Nossa congregação é relativamente jovem: casais jovens com filhos pequenos, estudantes, homens e mulheres jovens. Não podem se permitir uma capela permanente como em Osaka, apesar de ser generosos, dispostos e ansiosos para fazê-lo, porque a vida lá é particularmente cara. Temos somente uma Missa em Tóquio, o penúltimo domingo do mês (Nota: a carta foi escrita no ano de 2000. Atualmente, também às segundas e terças-feiras seguinte, como se disse no artigo). A Missa é sempre cantada, preparada com o próprio do canto gregoriano, e contamos com o serviço de um grupo de acólitos. Uns vinte e seis fieis assistem geralmente à Missa. Toda vez, alugamos uma sala pública para esse dia (os três dias agora). À tarde temos catecismo ou uma conferencia espiritual sobre a Fé.

Praticamente, ao longo dos últimos sete anos, em Tóquio, eu me hospedei na casa de um velho amigo. Porém, essa situação limita muito nossas atividades. Tóquio é uma cidade internacional, com muitos estudantes universitários; tem grande importância e potencial entre os países asiáticos. O Superior do Distrito da Ásia deseja desenvolver esta importantíssima missão. Autorizou-me, assim, alugar um apartamento em Tóquio, como “casa de sacerdotes”, a partir do próximo ano de 2001, com o fim de facilitar nossa missão. Esperamos que esta casa vá permitir termos um dia uma igreja permanente em Tóquio.

Um de nossos fieis fez o seguinte comentário: “os japoneses são conhecidos por ‘seguir a onda’. Se o senhor do país e seus principais lugares-tenentes se converterem ao Catolicismo, como no século XVI, as pessoas vão segui-los voluntariamente. Por outro lado, se o governo japonês determinar que, na realidade, são as tecnologias ocidentais que importam e a religião não tem uso prático, como no século XIX, o povo concluirá que essa religião ocidental é uma perda de tempo… Houve um contragolpe logo após a guerra mundial, quando a democracia americana parecia ser a única resposta. Foi seguida pelo agitado industrialismo dos anos 50-70, quando copiar a tecnologia ocidental era a paixão nacional, e que culminou com a explosão da bolha económica, no começo dos anos 90. Desde o estouro da bolha, os japoneses parecem ter perdido a motivação e ainda estão procurando por uma.

Seja o que for que o Japão, como nação, determine qual será a ‘nova onda’, certamente trabalharão arduamente para alcançá-la, que seja o capitalismo estilo livre dos americanos, o meio ambiente, a New Age ou qualquer outra causa. Os japoneses gostam de seguir a tendência nacional… Se (e este é um grande “SE”), um dia, o povo japonês decidir que o Catolicismo é a nova bandeira, todos e cada um deverá se alistar debaixo dela, pois essa onda será tão forte como a viram os primeiros missionários católicos há uns três séculos e meio…”.

Verdadeiramente, a Fé é um dom gratuito de Deus; sem Sua graça ninguém pode tê-la.

Mas porque, então, o Japão é pagão? Vai ter outra chance de se tornar católico? Tudo depende da graça de Deus. Mas não podemos ficar imóveis. Queremos marchar nas pegadas dos nossos grandes missionários para re-evangelizar a nação. Com a graça e a ajuda de Deus, assim como com vossas orações e apoio, meus queridos amigos e benfeitores, queremos trabalhar duramente para mostrar ao Japão que a nova bandeira pela qual todos nós devemos marchar é a Santa Fé Católica, que é admiravelmente proclamada pela Santa Missa Católica Tradicional.

Estou muito agradecido por sua generosa ajuda, pelas orações e o apoio financeiro, para nossa missão no Japão.

Ó Senhor, dá-nos Tua graça e salvai-nos!

Ó Jesus, tende misericórdia!

Ó Nossa Senhora, intercedei por nós!

São José, rogai por nós!

San Miguel, rogai por nós!

São Francisco Xavier, rogai por nós!

Que Deus vos bendiga.

Sinceramente vosso no serviço de Nosso Senhor

Padre Thomas de Marie Onoda

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O centro de Missa “Mártires Japoneses” em Tóquio

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Durante una visita do R.P Paul Egli FSSPX em Tóquio

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Capela do Imaculado Coração de Maria, em Osaka