Obras são amores, que não boas razões…

… e a maior prova disso está na disposição dos sacerdotes e fiéis da Tradição que, pela terceira vez, empreendem uma peregrinação a Aparecida, em São Paulo. Os peregrinos, vindos de São Paulo e do Rio de Janeiro, encontraram-se em Pindamonhangaba para dali começarem o trajeto de mais de 20km a pé até a cidade de Aparecida.

 

Rev. Pe. Daniel Maret

 

Rev. Pe. Dom Lourenço Fleichman

 

Rev. Pe. Rodolfo Eccard Vieira

 

Antes do início propriamente da pereginação, o padre Daniel fez um breve panorama das peregrinações nas Escrituras. A isso seguiu-se a bênção, e logo o grupo de fiéis colocou-se em movimento, liderado pelo andor com a imagem de Nossa Senhora Aparecida.

 

 

 

 

 

 

 

O longo caminho e o calor excepcionalmente intenso não desanimaram os peregrinos, que foram encorajados pelas exortações constantes dos padres e pelo canto do Rosário e de canções piedosas. Os padres estiveram disponíveis para a confissão durante todo o trajeto. Acima, o Rev. Pe. Alejandro Rivero aguarda o próximo penitente.

 

 

 

A longa fila de peregrinos chamou a atenção dos transeuntes, que acenavam e persignavam-se ao passarem. O andor com a imagem de Nossa Senhora, as bandeiras e os estandartes são o testemunho público daquilo que a Tradição católica defende: que o Brasil recupere sua alma católica – debaixo da Santa Cruz (“In hoc signo vinces”, tema da Peregrinação) e pela intercessão da Santíssima Virgem.

 

Na primeira parada, após um breve lanche e descanso na sombra, o padre Rodolfo reafirmou o papel de Nossa Senhora na restauração da Igreja. Como exemplo edificante, lembrou como um militar muçulmano, residente na região de Lourdes em que mais tarde Nossa Senhora apareceria, converteu-se e devolveu as terras à França. Ao bispo encarregado de convertê-lo, o muçulmano disse que nunca se curvaria a um homem desta Terra, mas que curvava-se a uma Mulher do Céu.

 

Os últimos quilômetros aproximavam-se… o sol e o cansaço continuaram a testar a resistência dos persistentes fiéis, que seguiram confiantes até ao fim. Logo em breve, avistariam a Basílica e a cidade.

 

Enquanto isso, em Aparecida, sacristia e altar eram preparados para a Missa Solene que coroaria os esforços dos peregrinos.

A chegada do grupo e do andor com a imagem causou comoção e um grande sentimento de satisfação. A caminhada, que antes parecia infindável, agora chegava ao fim! Mais alguns minutos de recolhimento, e logo teria início o Santo Sacrifício da Missa.

 

“Introibo ad altare Dei” – enquanto o coro cantava o Introito, os ministros iniciavam as Orações ao Pé do Altar, assistidos pelos acólitos.

 

O padre Alejandro prepara-se para cantar a Epístola da Missa de Nossa Senhora Aparecida.

 

A foto acima registra um momento do Ofertório da Missa.

Dom Lourenço, celebrante, eleva o Sanguis para adoração após a consagração.

 

Terminada a Missa, os peregrinos aproveitaram para visitar a imagem original de Nossa Senhora Aparecida no Santuário Nacional.

 

Eis, por fim, a imagem milagrosa! A satisfação dos fiéis era visível pela devoção com que faziam suas orações, não obstante o cansaço do corpo e a viagem de volta ainda por vir. A graça de poder oferecer um dia todo de sacrifícios e orações a Deus pelas mãos da Santíssima Virgem é a recompensa que há de se ratificar na eternidade!

E, enquanto embarcavam nos ônibus, muitos já pensavam consigo mesmos: “até o próximo ano, se Deus quiser!”