Comunicado da Casa Geral da Fraternidade Sacerdotal São Pio X sobre a sagração episcopal do Rev. Pe. Faure

No dia 19 de março de 2015, Dom Richard Williamson realizou a sagração episcopal do Rev. Pe. Jean-Michel Faure no mosteiro beneditino da Santa Cruz (em Nova Friburgo, Brasil).

 

Dom Williamson e o Rev. Pe. Faure não são membros da Fraternidade São Pio X desde 2012 e 2013 respectivamente, em razão das vivas críticas que formularam contra qualquer relação com as autoridades romanas, denunciando que isto seria, em sua opinião, uma traição à obra de Dom Marcel Lefebvre.

 

A Fraternidade São Pio X lamenta que esse espírito de oposição resulte nesta sagração episcopal. Em 1988, Dom Lefebvre manifestou claramente a sua intenção de consagrar bispos auxiliares, sem jurisdição, por causa do estado de necessidade em que se encontrava a Fraternidade São Pio X e os fiéis católicos, com o único objetivo de permitir a estes fiéis de receber os sacramentos pelo ministério dos padres que seriam ordenados por esses bispos. Depois de tentar tudo o que estava ao seu alcance junto à Santa Sé, Dom Lefebvre procedeu às sagrações em 30 de junho de 1988, realizadas solenemente diante de milhares de sacerdotes e fiéis, e de centenas de jornalistas de todo o mundo. Tudo mostrava que esse ato, apesar da ausência de autorização de Roma, foi realizado publicamente para o bem da Igreja e das almas.

 

A Fraternidade São Pio X esclarece que a sagração episcopal do Rev. Pe. Faure, apesar das afirmações do consagrante e do consagrado, não se assemelha em nada com as sagrações de 1988. Na verdade, todas as declarações de Dom Williamson e do Rev. Pe. Faure demonstram constantemente que não reconhecem mais as autoridades romanas senão de modo puramente retórico.

 

A Fraternidade São Pio X reafirma que o atual estado de necessidade na Igreja legitima o seu apostolado no mundo inteiro, sem dispensá-la de reconhecer as autoridades eclesiásticas, por quem seus sacerdotes rezam em cada Missa. Ela quer guardar o depósito da Fé e da moral, opondo-se aos erros – sejam de quais fontes vierem -, a fim de transmiti-lo através da liturgia tradicional e da pregação, no espírito missionário de seu Fundador: Credidimus caritati. (1 João 4, 16)

 

Menzingen, 19 de março de 2015